A Rapha constrói-se por etapas, no padrão dos hospitais missionários da África Oriental: começar pelos cuidados de que as pessoas precisam agora, e avançar com firmeza para um hospital de formação cirúrgica.
As consultas externas de cuidados primários abrem na cidade de Nampula: 20–30 doentes por dia no início, a crescer para 40–50 — cerca de 12 000 consultas no primeiro ano. A clínica-piloto cria acesso imediato, e as relações clínicas, a disciplina de referenciação e a experiência de gestão sobre as quais o hospital permanente será construído.
Os procedimentos e a capacidade cirúrgica crescem no campus permanente, com equipas cirúrgicas visitantes de hospitais irmãos. A primeira cirurgiã da Rapha, a Dra. Lina Balane, termina a sua residência PAACS em Dezembro de 2030.
Um hospital de formação cirúrgica e centro de referência regional, com residência prevista através da Pan-African Academy of Christian Surgeons (PAACS). Os cirurgiões e técnicos de cirurgia moçambicanos já carregam o fardo cirúrgico do norte com pouca retaguarda especializada; o propósito da Rapha é acrescentar essa retaguarda — e depois formar a próxima geração em casa.
A expansão cirúrgica decorre em 2032–34; a residência segue-se ao volume e ao corpo docente demonstrados.
Uma instalação urbana com o local identificado; o arrendamento é uma das primeiras acções da fase fundadora. Abertura em Maio de 2027.
A cerca de 20 km a noroeste da cidade de Nampula, pela N13. A Rapha está a requerer junto das autoridades distritais e provinciais o DUAT — o direito de uso e aproveitamento da terra — sobre a parcela de Rapale. O processo inclui consulta comunitária formal, verificação no cadastro provincial e compensação justa pelos direitos de uso existentes. Os termos foram discutidos com o actual ocupante; nada avança antes de a consulta e a verificação estarem concluídas.
O centro concentra aquilo de que uma região precisa e que ainda não consegue sustentar sozinha: diagnóstico, cirurgia, educação, qualidade.


A cidade de Nampula é a maior cidade do norte de Moçambique e o centro de transportes da região, com aeroporto, o corredor ferroviário do norte e a estrada N13 para oeste, em direcção a Rapale. Fica no núcleo estável da província, bem a sul da zona de conflito, e acolheu muitas das famílias deslocadas de Cabo Delgado. Acolhe a faculdade de medicina da Universidade Lúrio. E é onde as relações da Rapha já são mais profundas — com as autoridades provinciais de saúde e com os médicos que ali se formaram.
Serviços previstos desde o primeiro dia: consultas externas, laboratório, farmácia e ecografia, com referenciação para o Hospital Central de Nampula nos casos que precisem de mais. A lista de serviços está a ser finalizada no plano operacional, e esta página será actualizada à medida que se consolidar.

Onde fica. As três províncias do norte — Niassa, Cabo Delgado e Nampula — albergam cerca de doze milhões de pessoas, na costa em frente a Madagáscar.
Os doentes recebem cuidados de excelência. Os profissionais moçambicanos tornam-se os líderes multiplicadores. E a região ganha uma instituição que forma quem cura — para que, dentro de uma geração, o norte esteja a formar e a reter os seus próprios cirurgiões especialistas.
Cuidado integral da pessoa, oferecido em nome de Cristo, a todos os que chegam — de todas as crenças e de nenhuma, sem condições.
Com o tempo, a Rapha prevê serviços pagos modestos (ecografia e consultas especiais numa primeira fase; dermatologia e endoscopia à medida que a capacidade crescer), para que as taxas de quem pode pagar ajudem a subsidiar os cuidados de quem não pode. É o padrão dos hospitais missionários da África Oriental que servem de modelo à Rapha: a receita local estende cada donativo, e a filantropia continuada faz parte da concepção. Os hospitais missionários constroem-se para a permanência, não para a saída dos doadores.
Os serviços pagos são um complemento; o capital dos doadores continua a ser a fundação, e todos os doentes são atendidos independentemente da capacidade de pagar.